Missa de Ramos dá início à programação da Semana Santa em Barro

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Dando início à celebração da Semana Santa, o Domingo de Ramos (25) reuniu centenas de fiéis da Paróquia Santo Antônio, em Barro. O local escolhido para o início da celebração foi o Fórum Dr. Normando Feitosa. Segundo o pároco Pe. José Cláudio: “é preciso rezar por esse e por todos os que fazem parte deste órgão que  lutam com suas ações  para superar qualquer tipo de violência, é o pedido da Campanha da Fraternidade.” Com ramos nas mãos, os fiéis receberam a bênção e seguiram com a procissão até o Santuário da Divina Misericórdia.

No Santuário, a Missa de Ramos seguiu como de costume. Toda Igreja é convidada a olhar à Jesus. “Celebrar o Domingo de Ramos e estes dias da Semana Santa que são dias que devemos contemplar a vida de Jesus olhando para a nossa própria vida, é olhar para nossa missão como filhos e filhas de Deus. A Igreja se prepara durante quarenta dias para Páscoa do Senhor assim como Jesus se preparou quarenta dias para realizar a sua missão, é preciso converter o nosso coração, e nos abandonar nas mãos do senhor e assim aprender com ele”, afirmou Pe. Cláudio na homilia.

A celebração do domingo de Ramos e da Paixão do Senhor abre a Semana Santa, reunindo duas importantes tradições. Nas Igrejas do Oriente, era costume imitar a entrada de Jesus na Cidade Santa trazendo ramos nas mãos, como os judeus que, no tempo de Jesus, o receberam em Jerusalém, aclamando: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!” No Ocidente, a tradição romana fazia a recordação da Paixão, um domingo antes da Páscoa, lembrando os momentos decisivos da vida do Senhor. A convergência das duas tradições na liturgia do rito romano ressalta o messianismo de Jesus e a revelação de sua identidade filial.

O significado dos ritos da celebração

A missa do domingo de Ramos é um rito estacional, isto é: a celebração, em uma de suas modalidades – a mais solene –, é iniciada em local remoto (estação inicial), fora da Igreja, e concluída no recinto sagrado (estação final). A procissão é principiada pela proclamação do evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém. O evangelho recorda três simbolismos: o cortejo, os ramos de oliveira e de palmeira e o jumento. O cortejo festivo recorda o caminhar dos discípulos que seguem as pegadas do Mestre e a acolhida de Jesus como rei, sinalizada pelo gesto de estender os mantos para que ele passasse. Os ramos, donde se extraía o azeite, eram uma forma de aclamar Jesus como o Ungido, o Messias esperado. Já o jumento é simbolismo forte de oposição: Jesus adentra a cidade pelo lado leste, como Messias portador de paz e salvação, mas de forma humilde, e não imposta. Esse simbolismo faz contraponto com a entrada de Pilatos e dos romanos, com as tropas do império romano, pelo lado oeste. O gesto tem, indubitavelmente, conotações políticas: de um lado, a pax romana, que se firmava pela violência e pela intimidação; de outro, a paz do Messias, que confronta o império com humildade e serviço. A oração da coleta, concluindo a procissão, recorda o exemplo de humildade dado por Jesus.

Autor: Rodrigo Martins

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