Cristo Rei: Ninguém te Ama como Eu!

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Na Segunda Celebração Eucarística que aconteceu este domingo no Santuário, Solenidade Jesus Cristo Rei do Universo, foi fixado na cruz do altar central, o Cristo. A implantação da imagem do Cristo na cruz foi o último pedido do agora Bispo Emérito, Dom Fernando Panico, ao visitar o santuário.

Solenemente o Cristo foi apresentado a toda comunidade. Veja na íntegra as palavras proferidas pelo Pe. José Cláudio da Silva, pároco e Reitor do Santuário no momento da apresentação do Cristo:

 

“A Igreja, sempre foi fiel ao seu Mestre, guia-nos, por meio do Espírito Santo, para a verdade total. Ela própria nasceu do lado aberto do Salvador.
 Esta obra da redenção humana e da glorificação perfeita de Deus, prefigurada pelas suas grandes obras no povo do Antigo Testamento, realizou-a Cristo, Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada  Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão, em que, ‘morrendo, destruiu a nossa morte e ressurgindo restaurou a nossa vida’. Pois do lado aberto de Cristo, morto na Cruz, nasceu o sacramento admirável de toda a Igreja. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz, que nasceu “o sacramento admirável de toda a Igreja” (SC 5).
 É por isso que, na Liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal, pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação ». (CIC 1067; CV II, SC 5).  A Igreja nunca cessa de nos recordar que “a obra mais excelente da Misericórdia de Deus foi a justificação que nos foi merecida pela Paixão de Cristo”(CIC 2020).
Por isso, não podemos deixar de considerar a importância primordial que tem o de meditar na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. De fato, o Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que “o cristão deve meditar regularmente” (CIC 2707); com muita mais razão devemos meditar na misericórdia de Cristo que “pela sua paixão nos libertou de Satanás e do pecado. Nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. A Sua graça restaura em nós aquilo que o pecado destruiu” (CIC 1708).
A Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de todos, e a fim de formardes uma ideia adequada de tão grande tesouro, algumas de suas excelências divinas; pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a fraqueza da minha inteligência.
A principal excelência do santo Sacrifício da Missa consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por nós cumpriu no Calvário, Assim o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.
O Papa Francisco na Festa da Exaltação da Santa Cruz nos advertiu sobre duas tentações espirituais que acontecem ante a Cruz de Cristo: 1ª a de pensar em Jesus sem cruz e fazer dele um “mestre espiritual”; 2ª de uma cruz sem Cristo, isto é, não ter esperança, em uma espécie de “masoquismo” espiritual.
Ele  assinalou que a cruz é um “mistério de amor”“Somente com a contemplação se vai avante neste mistério de amor”, afirmou. “Jesus desceu do Céu para levar todos nós a subir ao Céu” e “este é o mistério da cruz”.
Ao comentar a leitura de São Paulo da liturgia do dia, disse: “Esta é a descida de Jesus: até embaixo, à humilhação, esvaziou a si mesmo por amor. E por isso, Deus o exaltou e o fez subir. Somente se nós conseguirmos entender esta descida até o fim, podemos entender a salvação que nos oferece este mistério do amor”.
O Papa recordou que os Gálatas caíram em “uma ilusão de um Cristo sem cruz ou de uma cruz sem Cristo”. “Estas são as duas tentações” às quais o Papa se referiu. “Um Cristo sem cruz que não é o Senhor: é um mestre, nada mais que isso. É aquele que, sem saber, talvez Nicodemos buscava. É uma das tentações. Sim, Jesus que bom o mestre, mas… sem cruz, Jesus. Quem os encantou com esta imagem? A raiva de Paulo. Jesus Cristo apresentado, mas não crucificado”, acrescentou.
Outra tentação “é a cruz sem Cristo, a angústia de permanecer lá embaixo, com o peso do pecado, sem esperança. É uma espécie de ‘masoquismo’ espiritual. Somente a cruz, mas sem esperança, sem Cristo”.
E a cruz sem Cristo seria “um mistério trágico”, como as tragédias pagãs. “Mas a cruz é um mistério de amor, a cruz é fiel, a cruz é nobre. Hoje podemos tirar alguns minutos e cada um fazer uma pergunta: para mim, o Cristo crucificado é mistério de amor? Eu sigo Jesus sem cruz, um mestre espiritual que nos enche de consolação, de bons conselhos? Sigo a cruz sem Jesus sempre me lamentando, com este ‘masoquismo’ do espírito? Deixo-me levar por este mistério do abaixamento, esvaziamento total e exaltação do Senhor?”.
             E aqui quero deixar esta frase de Santa Faustina que resume toda a história da Salvação:
“A fonte da Minha misericórdia foi na cruz aberta com a lança para todas as almas, não excluí a ninguém” (Diário, 1182).””

Foto: Washington de Fernandes

 

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