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Decreto de Ereção Canônica do Santuário Diocesano da Divina Misericórdia

Diocese de Crato

Regional NE I da CNBB

DECRETO N. 04/2013

Decreto de Ereção Canônica do Santuário Diocesano da Divina Misericórdia

Dom Fernando Panico, MSC,

por mercê de Deus e da Santa Apostóstolica,

Bispo Diocesano de Crato

Aos que este nosso Decreto Virem, Saudação, Paz e bênção em nosso Senhor Jesus Cristo.

Ao longo dos séculos, o Espirito Santo tem suscitado na vida da Igreja a res posta a diversos carismas com o fim de responder a vocação comum da santidade (cfe. Lumen Gentium, 40). Nos tempos atuais, um dos carismas para a santificação que mais rapidamente foi acolhido no orbe católico e o culto a Divina Misericórdia. Este caminho de espiritualidade resulta das revelações feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo – entre os anos 1931-1938 – à Santa Faustina Kowalska.

No tocante as mensagens transmitidas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina, nunca é demais recordar estas, nas quais o Divino Redentor afirmou:

“A humanidade não encontrará a paz, enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha Misericórdia”. “Proclama que a Misericórdia e o maior atributo de Deus. Todas as obras das Minhas mãos, são coroadas de Misericórdia”. “Quero que o mundo inteiro conheça a Minha Misericórdia. Desejo conceder inimagináveis graças às almas que confiem na Minha Misericórdia”.

Já o Bem Aventurado Papa Joao Paulo II, no dia da canonização da Irmã Faustina, ocorrida no 2º! Domingo da Pascoa de 2000, declarou:

“Quanta necessidade da misericórdia de Deus tem hoje o mundo! Na misericórdia de Deus, o mundo encontrara a paz e o homem a felicidade”. “E importante que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da Palavra de Deus neste segundo Domingo da Pascoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de Domingo da Divina Misericórdia”.

Por sua vez o Papa Bento XVI, seguindo os passos do seu antecessor, o Beato João Paulo II, enfatizou – no 2º domingo da Pascoa de 2010 – a necessidade da propagação do culto a Divina Misericórdia por todo o mundo, quando declarou: “E a Divina Misericórdia que põe um limite ao mal. Nela se expressa à natureza muito peculiar de Deus a sua santidade, o poder da verdade e do amor”.

Diante do acima exposto, ainda sob o influxo das comemorações do cinquenten6rio da abertura do Concilio Ecumênico Vaticano II; inspirado na proclamação do Ano da Fé, feita pelo Papa Bento XVI, cujas comemorações estão em curso; na expectativa da realização da Jornada Mundial da Juventude, que ocorrera na cidade do Rio de Janeiro, no próximo mês de julho e ainda dentro do espirito das recentes palavras proferidas pelo atual Sumo Pontífice, Papa Francisco, quando afirmou: “Deus perdoa sempre e tem misericórdia para todos. Deus nunca se cansa de perdoar, somos nós os que cansamos de pedir perdão.”.

Considerando que o culto a Divina Misericórdia esta baseada nos ensinamentos dados por Jesus a Santa Faustina Kowalska, como meio de extrema eficácia a salvação das almas;

Considerando que esse culto se constitui num autentico movimento espiritual dentro da Igreja Católica, cuja mensagem aos poucos se espalha pelo mundo inteiro, contando com o grande apoio do Beato Papa Joao Paulo II, a quem se deve a publicação da encíclica “Dives in Misericórdia” (A Divina Misericórdia) e a instituição da Festa da Divina Misericórdia no 2º Domingo da Pascoa;

Considerando que o culto a Divina Misericórdia se constitui num mistério da nossa fé que alimenta e fortalece a caminhada do povo de Deus ao longo da historia;

Considerando que nesta Diocese de Crato o culto a Divina Misericórdia teve um extraordinário impulso, sobretudo na Paroquia de Santo Antônio, do município de Barro, graças ao zelo sacerdotal dos Revmos. Padres Francisco Goncalves Pereira e Arnaldo Pereira do Nascimento constituindo-se nos dias atuais como uma característica da piedade popular dos católicos dessa localidade;

Considerando, ainda, que esta Diocese de Crato, criada pelo Papa Bento XV, no dia 20 de outubro de 1914, celebrará. O jubileu do seu primeiro centenário no próximo ano, efeméride que deve ser marcada por acontecimentos eclesiais que deverão repercutir profundamente na vida espiritual dos nossos diocesanos.

Por tudo o que foi dito acima, erijo canonicamente, nesta data, 07 de abril de 2013, 2º Domingo da Pascoa, Festa da Divina Misericórdia, o SANTUÁRIO DIOCESANO DA DIVINA MISERICÓRDIA, a teor dos cânones 1230 a 1234 do Código de Direito Canônico vigente, como meio de oferecer aos fieis novos caminhos de espiritualidade para a vivência da fé no amor do Coração Misericordioso de Jesus.

A sede do novo Santuário Diocesano, ora criado e instalado, é a Igreja-Matriz de Santo Antônio, na cidade de Barro, que deverá ser, a partir de agora, ainda mais, um centro de renovação espiritual, de conversão, de oração e do perdão previstos nas revelações da Divina Misericórdia.

 

Aos fiéis que devotamente visitarem este Santuário Diocesano da Divina Misericórdia é concedida a indulgencia plenária na Festa da Divina Misericórdia, ou seja, no 2º Domingo da Pascoa, assim como no Dia de Natal e na solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, salvas as condições estabelecidas pela Igreja.

De acordo com os referidos cânones, em tempo oportuno, recomendo que sejam elaborados os Estatutos, a serem aprovados pela autoridade diocesana.

Dado e passado na Cúria Diocesana de Crato, sob meu selo e brasão, aos 07 de abril de 2013, segundo domingo da pascoa.

 

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