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Breve Histórico do Início da História Religiosa do Barro

A história religiosa de Barro têm início no ano de 1845, quando um nobre e humilde camponês Pedro Rodrigues dos Santos, por não existir no local, e por ali se encontrar já propriamente um pequeno povoado, viu-se na necessidade de construir uma pequena capela para que a comunidade pudesse alí destinar suas orações. Tendo sido ela feita de pedras toscas no mesmo ano de 1845, e titulado como padroeiro Santo Antônio. Terminada a construção da capela, o mesmo comprou uma imagem de Santo Antônio de Pádua vinda de Fortaleza.

A capela passou a ser muito frequentada por todas as famílias que ali viviam. Anos mais tarde, por conta do aumento de fiéis de Santo Antônio, a beata Dasdores André, zeladora da capela naquela época, decidiu, em 1913, demolir a pequena capela, e construir um templo maior com a ajuda de Antônio Gomes Nogueira, que doou o terreno para a construção da nova capela, e Pedro Pereira de Jesus, que foram os mestres da obra. Graças aos esforços e dedicação da beata, seu trabalho valeu à pena se concretizou o sonho da tão esperada capela.
Várias pessoas ilustres trabalharam pelo progresso do povoado e da capela, Dentre elas destacaram-se: Madalena Dias Cabral, Solidade André e suas irmãs, que foram as primeiras catequistas da comunidade de Barro. Ao longo dos anos, com o crescimento da fé e do povo católicos no povoado, superaram as estatísticas para a época. Devido ao grande número de fiéis, que crescia cada vez mais, a capela construída na campanha feita pela beata foi demolida e no seu local construída uma Igreja, já com esperanças, no futuro, ser criada paróquia.
No ano de 1962 Dom Vicente 3° Bispo da Diocese de Crato atendendo ao desenvolvimento do Barro, já com sua numerosa população e reconhecendo a distância com que sua população ficava das Igrejas Matrizes de Milagres e Aurora e no sentido de atender as necessidades da mesma, depois de ter ouvido os consultores diocesanos e mais partes interessadas, usando também da atribuição que o Código de Direito Canônico lhe atribui, resolve dividir a paróquia de Milagres e Aurora. Através do Decreto de Instalação da Paróquia, o Bispo ergueu uma nova paróquia, dia 19 de março, dia do Patriarca da Igreja São José, criada para fortalecer a evangelização na Diocese de Crato.
A nova paróquia foi instituída sob invocação de Santo Antonio, cuja sua festa passou a ser celebrada anualmente no dia 13 de junho a partir desse mesmo ano, 1962, passaram oficialmente a vir padres para a Paróquia de Santo Antônio.
O primeiro Pároco foi o Padre Tibúrcio Grangeiro que logo se adaptou ao lugar e se tornou amigo das pessoas. Ele queria tornar a Paróquia de Santo Antônio cada vez melhor, e em um dos seus projetos fundou a primeira Cooperativa do Barro. Ele também sentiu a falta de recursos pela Cidade, e nas suas viagens a Alemanha trazia sempre muitos alimentos como soja e queijo.
O Padre Tibúrcio foi nosso pároco de 1962 a 1968 teve que deixar a paróquia, passou seu cargo para o Frei Ermano que foi o pároco de 1968 a 1971.

Este sentindo a falta de água potável na cidade, elaborou um projeto de escavação de um poço juntamente com as família da cidade: Feitosa, Monteios, Nogueira e Andrés, primeiras Familias da Cidade, que deram muita força ao projeto. O projeto de escavação do poço foi aceito e teve bastante sucesso. Durante muito tempo esta foi a água mais limpa da cidade. Esse poço se localizava ao lado da Igreja Matriz, atráz de uma biblioteca, que atualmente é um Corete. Por muitos projetos realizados, começaram a rondar pelas rauas da cidade a conversa de que o Frei queria ser até prefeito dela. E por desconcordância com certas autoridades, as quais o ameaçaram de matá-lo, certa noite o Frei fugiu.

Ao longo da história religiosa de nossa terra, foram eles nossos pastores:
I- Pe. Tirbucio(1962-1968)
II- Frei Ermano Studart (1968-1972)
III- Pe. Venilson de Araújo (1971 e 1972)
IV- Pe. Eugenio Dantas (1973 e 1974)
V- Pe. Antonio Duarte (1974-1976)
VI- Pe. Argemiro de Oliveira (1976-1977)
VII- Pe. João Leite Cabral (1977-1998)
VIII- Pe. Valdenio Nergino (1998-2000)
IX- Pe. Sebastião Pedro (2000-2000)
X- Pe. Paulo Lemos (2000-2002)
XI- Pe. José Eliomar Tavares Serafim (2003-2009)
XII- Pe. Arnaldo Pereira do Nascimento (22/11/2009- 06/11/2016)

XIII- Pe. José Claúdio da Silva (10/11/2016 à…)

Relatora dos fatos históricos:

Marica Nogueira (Esposa do Senhor Antônio Gomes Nogueira – Doador do Terreno da Capela, hoje Igreja Matriz e Santuário)

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