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Decreto de Ereção da Paróquia de Santo

Decreto de Ereção da Paróquia de Santo 

Antônio do Barro no Município de Barro

D. Vicente de Paulo Araújo Matos

Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica Bispo de Crato etc. etc.

Aos que asse Nosso Decreto virem, saudações paz e benção em N. Senhor Jesus Cristo.

Fazemos saber que, atendendo ao desenvolvimento do Município de Barro com sua numerosa população e bem assim a distância. com que sua população fica das Igrejas Matrizes de Milagres e de Aurora e no intuito de acudimos as  necessidades espirituais da mesma, depois de termos ouvido os nossos consultores Diocesanos e mais partes interessadas usando das atribuições que nos conferem os Cânones nu – 454 § 3° – 1427 – 1428 do Código do Direito Canônico, havendo por bem dividir a ôbre dita paróquia de Milagres, bem como a Paróquia de Aurora separando desses territórios a área abaixo descrita e nela pelo presente Decreto erigir como de fato erigimos uma nova paróquia amovível sob a invocação de Santo Antônio que abrangerá o território contido nos seguintes limites: .

A paróquia de Barro limita-se ao lado sul com o município de Milagres, a começar do olho D`água Novo do Ouricuri, rumo ao Nescente, pelo divisor de águas, até a serra do Trapiá, e, daí continuando pela mesma linha divisória do município de Mauriti, até o limite leste com a Paraíba, na Serra do balanço, continuando no mesmo divisor de águas, já agora extremando com o município de Aurora, ao lado, norte entre as fazendas , Riacho Seco, e Tipi, até encontrar o Serrote do Escondido Daí, rumo certo à Barra dos Cavalos com o riacho Antas, já em direção ao lado poente com o município de Aurora. No mesmo rumo, só marco judiciário, de pedra, da Fazenda Juiz, na Catinga Velha e em reta ao Serrote Preto, seguindo paa fazenda Aningas e Varzinha. Deste ponto, deixa o limite do atual do município, do Barro para seguir o divisor das àguas do Riacho de Aningas, até o ponte norte do Sitio Cantinho, donde continuará pelo limite divisório dos municípios de Barro e Milagres, até o ponto inicial do olho D´água Novo.

Assim, ficarão pertencendo totalmente à Paroquia de Barro, os Sítios – Ipueiras, Brejinho, Lagoa da Vaca, Àgua Branca, Varzinha, Aningar, Riacho das Cavalos, Baixios Grande, Coxá, Escondido, Bandeira e Riacho Seco. As fazendas do lado Nascente e sul o limite natural do Depêndio de àguas, pelo que dispensados os esclarecimentos de Talhados.

À paróquia de Barro pertencem os Seguintes Distritos:

a)                    Barro, sede do Município, com uma Capela.

b)                    Iara, com uma Capela.

c)                     Cuncas, com uma Capela.

d)                    Sitio Santo Antônio, com uma Capela

Limitada assim a paróquia de Santo Antônio do Barro no Município de Barro, submetendo á sua jurisdição e aos cuidados espirituais do sacerdote por nós nomeado todos os habitantes de seu território, aos quais mandamos que reconheçam o dito sacerdote por seu legitimo pároco e que para a Fabrica da Igreja por seu legitimo pároco e que para contribuam religiosamente com emolumentos ordenados por leis e costumes legítimos desta Diocese. Erigimos canonicamente em matriz a Igreja de Santo Antônio do Barro situada na cidade do Barro a qual gozará de todos os privilégios e insígnias que em Direito cabem às igrejas Matrizes.

Mandamos, portanto que na mesma haja tabernáculo onde conserve a Sagrada Eucaristia com devido cinato e decência, como também batistério com pia batismal. Criamos, outrossim o arquivo paroquial, que deverá possuir o livro de tombo e os prescritos em direito.

O Pároco, além dos direitos da estola e do uso da casa paroquial com seus utensílios, pertencerá à porção Côngrua que atribuída, proveniente do patrimônio paroquial. Até a posse do sacerdote que for por nós nomeado o território que constitui a nova paróquia continua sob jurisdição dos párocos das duas paróquias cuidando cada uma na qualidade de vigário ecônomo do território desmembrado de suas respectivas paróquias.

Damos pois, como canonicamente ereta e instituída a Paroquia de Santo Antônio do Barro cuja festa patronal se há se celebrar anualmente a 13 de junho. Seja este nosso decreto lido aos fiéis à estação da missa paroquial, integralmente transcrito no livro de Tombo da paróquia e das paróquias limítrofes:

Dados e passado em Nossa Cúria diocesana, sob o Nosso sinal e sêlo de nossas armas a 19 de Março de 1962. Festa do Patriarca São José.

 

Vicente Araújo Matos,

Bispo Diocesano

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